Quero tudo


Sou uma apaixonada pela vida. Procuro aproveitar cada segundo que ela me proporciona. Desejo apaixonadamente experienciar cada pedacinho de oportunidades que a vida me dá. Eu não quero só viver. Quero viver perigosa, louca e ferozmente. Não sabendo se acaba daqui a 7 minutos ou 70 anos, quero poder chegar aos meus momentos finais e pensar “Porra, vivi tanto”. Quero ter razões para sorrir e agradecer por tudo o que me foi proporcionado e aproveitei, não quero pensar naquilo que podia ter sido e não foi. Não me quero acomodar ao básico, quero procurar novas coisas, novas pessoas, novos lugares, novos sentimentos. Quero viajar pelo mundo inteiro e sentir coisas novas em cada lugar. Quero conhecer pessoas de todo o lado e partilharmos experiências. Não quero ouvir as fantásticas experiências de alguém e pensar “Uau, também adorava”, vou ouvir e pensar “Uau, vou arranjar maneira de também o fazer”. Não quero ter limites, mesmo quando tenha barreiras. Vou arranjar maneira para que essas barreiras não sejam totalmente impeditivas de mais. Mais. Eu quero mais. Quando vamos a um restaurante all-you-can-eat ou quando compramos uma peça de roupa, comemos até nos sentirmos cheios ou fazemos uma reclamação quando a roupa tem defeito. Não ficamos a comer 2 minutos e depois vamos para casa com fome, nem vamos ficar o resto da vida a lamentarmo-nos em como a camisola tem defeito. Aproveitamos ao máximo retirar tudo aquilo a que temos direito do que pagámos. Mas porque é que com a vida tem que ser diferente? Porque não espremer da vida tudo aquilo que nos faz sorrir, nos dá prazer ou adrenalina? Não quero que partes de mim morram antes de mim própria. Não quero deixar de viver antes do dia da minha morte. Sou tão nova mas já quero tanto. Quero passar os dias a sugar a medula da vida e não a lamentar-me do que não posso ter. Quero mais. Quero tudo.