Feliz dia dos Melhores Amigos


Já não consigo imaginar a minha vida sem ti. Tornaste-te no meu presente, no meu dia-a-dia. Sinto em mim uma constante necessidade de procurar por ti, de saber onde estás, nem que seja para gozares comigo outra vez. Porque cada palavra tua, cada olhar feliz e cada sorriso teu me preenche. Só Deus sabe o que sinto por no meio da multidão ainda chamares por mim só para me contar o que aconteceu na noite anterior ou para falarmos do Benfica. As tuas lágrimas destrocem-me e o teu sorriso ilumina-me. Já são quase 3 anos, mas já parece uma pequena infinidade. Provavelmente, ou aliás, de certeza que já passaste muito mais tempo a troçar de mim do que a seres fofinha. Fofinha não é a palavra indicada porque tu, inacreditavelmente, consegues ser fofinha até nos teus mais malvados momentos. Mas mesmo que prefiras rir-te de mim a rir-te comigo... Ai rapariga, o que eu quero é fazer-te rir. O que mais me toca é nunca me teres abandonado, mesmo quando batia no fundo, era irresponsável e infantil, nunca me deixaste sozinha. Até mesmo quando fui embora, fizeste-me nunca realmente ir. Parece incrível como duas raparigas do fim do mundo se encontraram, ambas com valores pessoais e familiares tão parecidos e ambas com a mesma, e tão grande, paixão clubística (às vezes pergunto-me se tudo seria igual se isto não se verificasse; gosto de pensar que sim).
Dizem que, uma vez na vida e se formos muito sortudos, vai aparecer alguém na nossa vida que a vai dividir no tempo antes de a conhecermos e no tempo depois.
Não tenhas qualquer dúvida que foste tu.

Odor a Hugo Boss


Ainda tenho o teu cheiro no meu casaco. Não consigo não sorrir ao sentir o odor a Hugo Boss. Lembro-me do teu olhar no balcão do bar a não se desviar do meu quando se encontraram. Mesmo depois de eu ter voltado a olhar para ti mais três vezes para ter a certeza que não estava a fazer filmes. Sabes, sou perita nisso. Quando me apercebi que era real, corei. Não me lembrava da última vez que um homem tinha olhado para mim como mulher. Fizeste sentir-me desejada. As minhas amigas repararam que eu estava com a cabeça ausente, e quando te viram berraram como só as mulheres o sabem fazer. Senti-me ainda melhor quando me apercebi que elas também te desejavam e, porém, escolheste-me a mim. Não sou a mais bonita do grupo, nem a mais magra e muito menos a mais arranjada. Mas, mesmo assim, foi a mim que escolheste. Não me lembro da última vez que me tinham escolhido. Já andava pelo paraíso das solteironas há tanto tempo que dei por mim a acomodar-me. Ainda bem que o teu olhar me libertou. Quase inconscientemente, levantei-me dos sofás e sentei-me na cadeira ao teu lado. Whiskey duplo sem gelo, respondi à tua pergunta. Pela tua cara, percebi que estavas à espera que eu respondesse que queria uma água ou um Cosmo. Não sei se ficaste impressionado ou assustado. Senti-me poderosa. Nem dei pelo passar do tempo até o barman anunciar a “last call”. Rapidamente, pedi dois shots de Tequilla para nós e, de seguida, seguiram mais dois. Olhei para trás e não vi nenhuma das minhas amigas. Aliás, sem sermos nós, no bar só havia um grupo de meia dúzia de mulheres podres de bêbedas numa despedida de solteira e mais uns quantos homens já sem se conseguirem levantar de tal bebedeira. Passei quase três horas a conversar contigo e foram as três melhores horas que tive em muitos meses. Perguntaste-me como é que eu ia para casa, e descobrimos que ambos íamos de táxi para a mesma zona da cidade. Escusado será dizer que partilhámos o táxi. Não me deixaste pagar as bebidas, mas eu insisti em pagar o táxi. Àquela hora a praça estava vazia, tivemos de esperar que aparecesse um táxi qualquer. No meio de tanta bebida e dos saltos altos, acabei por tropeçar na calçada e cair para cima de ti. Pegaste em mim como os príncipes da Disney pegam nas suas princesas. Cheguei a duvidar se era real ou se já estava a sonhar. Este foi o primeiro sinal. Ao fim de quatro ou cinco segundos a olhares para mim, nos teus braços, beijaste-me. E este foi o segundo. As minhas mãos abraçaram o teu pescoço como se fosses meu. Na realidade, considerei-te meu naquela noite. Não me lembro de chegar a casa, talvez porque os teus beijos não me deixam lembrar de mais nada. Convidei-te a subir. E tu subiste. Quatro andares depois, lá estávamos nós, ligeiramente mais calmos e sóbrios. Ou pensava eu que estávamos calmos. Ainda bem que vivo sozinha, porque se alguém tivesse assistido ao que aconteceu a seguir na sala, não sei o que ia acontecer. Tivemos uma noite louca, uma noite como nunca tinha tido. Senti-me uma verdadeira mulher, uma deusa, desejada, uma musa. Nunca me tinha sentido assim. Tenho o telemóvel cheio de mensagens das minhas amigas e nem sei o que lhes responder. Ainda tenho o teu cheiro na minha almofada. Despedimo-nos hoje de manhã, trocámos números de telefone e vamos jantar fora logo à noite. E eu nem gosto de whiskey.

Quero tudo


Sou uma apaixonada pela vida. Procuro aproveitar cada segundo que ela me proporciona. Desejo apaixonadamente experienciar cada pedacinho de oportunidades que a vida me dá. Eu não quero só viver. Quero viver perigosa, louca e ferozmente. Não sabendo se acaba daqui a 7 minutos ou 70 anos, quero poder chegar aos meus momentos finais e pensar “Porra, vivi tanto”. Quero ter razões para sorrir e agradecer por tudo o que me foi proporcionado e aproveitei, não quero pensar naquilo que podia ter sido e não foi. Não me quero acomodar ao básico, quero procurar novas coisas, novas pessoas, novos lugares, novos sentimentos. Quero viajar pelo mundo inteiro e sentir coisas novas em cada lugar. Quero conhecer pessoas de todo o lado e partilharmos experiências. Não quero ouvir as fantásticas experiências de alguém e pensar “Uau, também adorava”, vou ouvir e pensar “Uau, vou arranjar maneira de também o fazer”. Não quero ter limites, mesmo quando tenha barreiras. Vou arranjar maneira para que essas barreiras não sejam totalmente impeditivas de mais. Mais. Eu quero mais. Quando vamos a um restaurante all-you-can-eat ou quando compramos uma peça de roupa, comemos até nos sentirmos cheios ou fazemos uma reclamação quando a roupa tem defeito. Não ficamos a comer 2 minutos e depois vamos para casa com fome, nem vamos ficar o resto da vida a lamentarmo-nos em como a camisola tem defeito. Aproveitamos ao máximo retirar tudo aquilo a que temos direito do que pagámos. Mas porque é que com a vida tem que ser diferente? Porque não espremer da vida tudo aquilo que nos faz sorrir, nos dá prazer ou adrenalina? Não quero que partes de mim morram antes de mim própria. Não quero deixar de viver antes do dia da minha morte. Sou tão nova mas já quero tanto. Quero passar os dias a sugar a medula da vida e não a lamentar-me do que não posso ter. Quero mais. Quero tudo.

Eu quero um amor louco.

Eu não quero um amor perfeito. Não preciso de chocolates ou flores. Claro que gosto, mas não preciso. Abdico de um chocolate por um beijo na testa, de uma flor por um carinho teu. Abdico de um jantar fora ou uma ida ao cinema por uma noite contigo no sofá, com um copo de vinho e um filme das gravações automáticas. Abdico porque não são essas coisas que me deixam feliz. Tu é que me deixas feliz! Tu e a tua mão a guiar-me, quer para o restaurante quer para o sofá. Os teus beijos na minha bochecha, os momentos em que não conseguimos parar de rir juntos, os abraços espontâneos, as fofoquices sobre os outros... Eu quero isso. Todas as coisas que não denunciam dois namorados, eu quero. Quero um melhor amigo, um companheiro na cozinha, alguém que faça figuras tristes comigo na rua. Eu quero um amor louco. Um amor que me consuma de tal maneira que eu me perca de mim própria. Alguém que consiga ver-me mais do que qualquer outra pessoa. Que conheça cada curva do meu corpo quando estou vestida. Que me leve a querer mais, mais da vida, mais de mim. Que me faça cometer as maiores loucuras! Porque não se vive realmente sem loucura. Alguém que me faça olhar para o antes e perguntar quem era eu, quem era aquela pessoa que vivia na sombra, que não conhecia mais que o bairro onde cresceu, que não dizia ou fazia mais do que o que achava ser politicamente correto. Quem era aquele ser que não sabia viver? Quero um homem que me proteja, que tenha sempre os seus braços abertos em qualquer momento. Um homem que não viva para mim, mas comigo. Que me conheça por um olhar, um gesto, um andar. Que saiba o meu estado de espirito só de olhar para mim. Que me elogie de pijama ou de vestido e saltos altos. Que não tenha medo de falar sobre as ex-namoradas ou das outras mulheres porque sabe que me faz sentir segura. Que valorize todos os meus esforços. Que lute todos os dias pelo que temos. Fisicamente, o meu tipo de homem é alto, musculado e, talvez, moreno. Mas quero mais, muito mais. Muita gente perde-se entre o que tudo o que sempre quiseram e tudo o que precisam. Eu preciso de conforto, preciso de paz, preciso de mais. Quero um olhar capaz de sustentar o meu mundo. Quero alguém que me faça querer superar-me a mim mesma todos os dias, mais e mais, cada vez mais. Que me tire da minha zona de conforto mas que nunca me deixe sozinha. Uma mulher é dos seres mais fortes que existem, não precisa de um homem para nada. Eu sou forte, mas vacilo. Sem vacilar, como poderia eu medir a minha força? Não acho que seja pedir demais. Porque eu sei que ele existe.