Coisas do coração

E quando a razão perde? Quando o coração pesa mais? Quando deixamos de ser racionais e nos deixamos levar pelo coração. Sim, muitas vezes isso só faz mal. Porque a vida é assustadoramente imprevisível e basta um momento para tudo correr mal. Mas "e se"? E se eu lhe sorrir quando ele passa por mim? E se eu estiver constantemente a olhar para ele à espera que os nosso olhares se cruzem? E se eu acreditar só mais um bocadinho? Pode ser a pior coisa que posso fazer, mas certamente não irei morrer. São coisas do coração. E o que seria a vida sem arriscar? Às vezes só gostava de ter cinco minutos a três: eu, tu e a coragem suficiente. Há tanta coisa que precisava de te dizer, tanta coisa que gostava que soubesses. E depois vai vir a parte do "agora ou nunca". É do nunca que tenho medo. Não é medo, é mais pena. Tenho pena que tudo seja em vão. Porque acho que resultaria. Pena. Tenho saudades tuas todos os dias mesmo sabendo que nunca te passo pela cabeça. Todas as histórias de amor têm três partes: o início, o meio e o fim. E, embora tudo à minha volta indique o contrário, eu ainda não não consigo deixar de acreditar que a nossa ainda há-de começar. E que dure meses, anos, décadas. Ou não. Mas que comece. Estou cansada, sim. Mas o meu cansaço ainda está muito aquém da minha esperança.