Força, coragem e determinação.


Já não me importo tanto como antes. Mudei, mudei outra vez. Agora sou o que sou, sou o que vês quando me olhas. Já não é qualquer palavra que me ilude, qualquer beijo que me apaixona, qualquer olhar que me conquista. O comum não me atrai. Não abro mão do meu carácter, dos meus valores, daquilo que acredito. Se o fizer, estarei a abrir mão de mim mesma. E ninguém o deve fazer.
Com o passar do tempo, percebi que existem situações das quais não podemos fugir. Como a morte, a partida ou a saudade, por exemplo. Mas não é disso que quero falar. Há certas coisas que é melhor que as deixemos ir. Antes que elas nos destruam. Enquanto não encerramos um capítulo da nossa vida, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, libertarem-se, desprenderem-se. As pessoas precisam de entender que ninguém está a jogar um jogo garantido. Às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Precisamos de correr atrás dos nossos planos, realizar sonhos, viver a vida ao máximo. Mas sim, às vezes também precisamos de desistir. E por mais simples que pareça, não o é. Desistir do que não queremos é fácil. Difícil é desistir daquilo que mais gostamos. Muitas vezes é algo pequeno, algo a que estamos acostumados, algo que sabemos que não fará falta. Mas até dessas coisas é difícil abrir mão.
Saber desistir é uma das últimas e principais lições que aprendemos na vida, até porque é uma das mais duras. Mas com ela vem a sabedoria, a realização, o sucesso. Porque quando precisamos de desistir de algo, é porque esse algo nos impede de ir adiante, de seguirmos com as nossas vidas.
Muitas vezes o que nos aprisiona é um relacionamento doentio, um sonho mesquinho ou fantasioso demais, um erro recorrente, um sentimento negativo. Mas nem sempre é algo mau. Algumas vezes estamos simplesmente a perder tempo com coisas que não trazem proveito algum. Um projecto falhado ou uma actividade sem muito futuro, talvez.
Isto lembra-me daquelas pessoas com problemas psicológicos que não conseguem deitar nada fora. Que vivem no meio de pilhas e pilhas de lixo desnecessário e acham que precisam daquilo tudo. É um distúrbio mental que a pessoa não consegue enfrentar, desistir, deixar ir. É claro que é um distúrbio raro e que eu nem conheço alguém assim, só de programas da televisão. Mas às vezes comportamo-nos exactamente igual com actividades, com projectos, com planos, com sentimentos, com relações. Chegamos a um ponto em que precisamos de seguir em frente e não olhar para trás, para o que fica pelo caminho. O problema é que, nessa grande viagem que é a vida, queremos sempre carregar com tudo atrás de nós e esse excesso de bagagem traz-nos um peso completamente desnecessário. Então acabamos por ficar estagnados, cansados demais para continuar.
Há momentos na vida em que temos que deixar certas coisas de lado, que temos de nos desprender. Dói, dói muito, fere o nosso orgulho. Mas é necessário. Daqui a algum tempo olharemos para trás e saberemos que essas pequenas desistências valeram a pena para chegarmos onde chegámos.
Sou extremamente nova, mas já aprendi de diversas formas que a vida é feita de escolhas. Quando damos um passo em frente, há sempre algo ou alguém que acaba por ficar para trás. Custo de oportunidade.
 Uma professora um dia contou-me que quando foi anunciada a concessão de um prémio Nobel a Linus Pauling, um famoso químico norte-americano do séc.XX, um jornalista perguntou-lhe o que era necessário para ganhar esse prestigioso prémio. E a resposta dele foi: “ter muitas ideias e a coragem de deitar quase todas fora”.
Por isso, deixa de ser quem eras e transforma-te em quem queres ser.

"Uma rapariga sábia beija mas não ama, ouve mas não acredita e parte antes de ser abandonada." Marilyn Monroe

As Palavras Que Nunca Te Direi

“ 22 De Julho de 1997
Minha Querida Chaterine,
Sinto a tua falta, meu amor, como sempre, mas hoje é particularmente difícil porque o oceano tem estado a cantar para mim, e a canção é a da nossa vida juntos. Quase que consigo sentir-te a meu lado enquanto escrevo esta carta, e consigo cheirar o aroma de flores silvestres que me faz sempre lembrar de ti. Mas neste momento, essas coisas não me dão qualquer prazer. As tuas visitas têm sido menos frequentes, e por vezes sinto como se a maior parte do que sou estivesse lentamente a dissipar-se.
Estou a tentar, ainda assim. À noite quando estou sozinho, chamo por ti, e sempre que a minha dor parece ser maior, encontras constantemente maneira de voltar para mim. Ontem à noite, nos meus sonhos, vi-te no pontão perto de Wrightsville Beach. O vento soprava através do teu cabelo e os teus olhos retinham a luz pálida do Sol que se desvanecia. Fico espantado quando te vejo encostado ao parapeito. Tu és bela, penso enquanto te vejo, uma visão que nunca consigo encontrar em mais ninguém. Começo a andar lentamente na tua direcção e quando, finalmente, te voltas para mim, reparo que outros têm estado a observar-te também. «Conhece-la?» perguntam-me em sussurros invejosos, e enquanto sorris para mim, respondo simplesmente com a verdade. «Melhor do que o meu próprio coração.»
Paro quando chego perto de ti e envolvo-te nos meus braços. Anseio por esse momento mais do que qualquer outro. É a razão da minha vida, e quando tu retribuis o meu abraço, eu entrego-me a esse momento, em paz mais uma vez.
Levanto a mão e toco suavemente na tua face e tu inclinas a cabeça e fechas os olhos. As minhas mãos são ásperas e a tua pele é macia, e interrogo-me durante um momento se vais afastar-te, mas claro que não o fazes. Nunca o fizeste, e é em alturas como esta que eu sei qual é o meu objectivo na vida.
Estou aqui para te amar, para te segurar nos meus braços, para te proteger. Estou aqui para aprender contigo e para receber o teu amor em troca. Estou aqui porque não existe outro sítio onde possa estar.
Mas depois, como sempre, a neblina começa a formar-se enquanto permanecemos juntos um ao outro. É um nevoeiro distante que nasce do horizonte, e descubro que começo a ficar com medo à medida que ele se aproxima. Ele insinua-se lentamente, envolvendo o mundo à nossa volta, cercando-nos como que para evitar que fujamos. Como uma nuvem rolante, cobre tudo, fechando, até mais nada restar senão nós os dois.
Sinto a minha garganta a começar a fechar e os meus olhos a encherem-se de lágrimas porque sei que são horas de partires. O olhar que me lanças naquele momento persegue-me. Sinto a tua tristeza e a minha própria solidão, e a dor no meu coração, que permanecera silenciosa só por um pequeno intervalo de tempo, torna-se mais forte quando tu me soltas. E então estendes os braços e dás uns passos para trás, desaparecendo no nevoeiro porque ele é o teu lugar e não o meu. Anseio por ir contigo, mas a tua única resposta é abanares a cabeça porque ambos sabemos que é impossível.
E eu assisto com o coração a partir-se enquanto desapareces lentamente. Dou comigo a esforçar-me por lembrar tudo acerca daquele momento, tudo acerca de ti. Mas depressa, sempre demasiado depressa, a tua imagem desaparece e o nevoeiro recua para o seu lugar longínquo e eu fico sozinho no pontão e não me importo com o que os outros pensam quando baixo a cabeça e choro e choro e choro.
Garrett”

É incrível

"Vivo numa vida que não me cobiça viver. Tu dizes ter medo do meu desaparecimento. Eu vivo obcecado sob ele.
Deste-me a maior felicidade que poderia esperar. Tu foste sob todos os aspectos, tudo o que alguém pode ser.
Enquanto nos abraçávamos, existíamos antes, durante, e depois do futuro.
Vivíamos num limbo tão nosso que compusemos uma nova linguagem: os nossos olhos.
Antes de te conhecer apenas me serviam para olhar.
Hoje, tudo o que digo com os olhos é o que ontem concebia com a mente. Penso e falo com os olhos. O desconcerto, a pena, o cansaço, o desamor.
Os olhos sublinham tudo o que nos acontece. São os olhos a nossa nova linguagem e falam por mim e por ti, e foi com os meus olhos, que te contei a minha história, que te narrei o meu amor.
Não creio que duas pessoas possam alguma vez ter sido mais felizes do que nós fomos num finito espaço de tempo.
Mas cai o negro da noite devagar. Anoitece sobre os nossos ombros. Escurece onde não estou e em redor do meu corpo. Enluta por dentro dos objectos que evocam a tua presença. A penumbra invade o meu corpo, corrói tudo o que é sólido.
Antes, a solidão vergava-me, mas com o passar do tempo povoei-a com sorrisos, pequenos gestos que aderem à memória e me dizem que existo, que continuo vivo onde pressinto o coração a arder.
Há quem abomine o silêncio. Eu gosto. Sinto-me acompanhado pela minha irrequieta consciência em rebuliço.
No silêncio há respostas do inconsciente. Cheiramos de perto o odor afrodisíaco da beleza da conciliação.
Apetece-me dissolver discretamente no nada em que me transformei. Fechar os olhos e desaparecer docemente, sem mover um único músculo, como se nunca tivesse existido.
Imagino as voltas da minha vida, as promessas perpétuas que nunca se cumprem. Penso nas relações que se juram sólidas e ao mudar a folha do calendário expiram. Flutuam as emoções que vão mudando como um barco à vela ao sabor do vento. Houve um tempo em que sabia que a minha vida ia ser especial, distinta. Ideais, valores superiores, razões para lutar. Mas a visão turvou com a presença de lágrimas que nos foram impostas.
Passámos a viver mundos discrepantes. O teu universo passou a ser distinto do meu.
Hoje vejo-me de novo prisioneiro da monotonia, na cor cinza, na existência com uma única razão, a de lutar por mim mesmo sem grande firmeza.
Sei que estou a arruinar a tua vida e que sem mim poderias viver a verdade plena. Irás vivê-la. Eu sei que sim.
Como vês, nem os textos que escrevo no momento fazem sentido.
O que te quero dizer é que te devo, a ti, toda a felicidade que tive na vida, foste para comigo duma paciência infinita. Não vou continuar a arruinar mais a tua vida.
Apetece-me cerrar a boca de medo e gritar com força a raiva que me arranha a carne, que me dilacera o coração.
Mas agora sei que amar, dói. Que o amor é uma palavra que por vezes nos destrói. Que existem amores impossíveis. Que afinal não basta amar loucamente.
Apetece-me arrancar os braços que um dia te abraçaram, como se fosse sempre, sempre, a última vez.
Apetece-me morder as mãos, até espicharem. Sim, aquelas mesmo que um dia te mediram o corpo e tomaram a altura do teu peito. Apetece-me atirá-las à parede até que se desfaçam em sangue.
Apeteces-me. Ainda.
É o tesouro que se atinge quando se aprendeu a estar solitário, tem-se tudo e não se desfruta nada. O que restava da memória foi partilhado ou foi abandonado para sempre. Tudo está constantemente presente e vibra sob a luminosidade imperceptível de ser eterno na fracção de segundos.
Se morresse agora não deixava nada, porque bebi toda a minha sede, esvaziei-me, devorei noites do amargo que têm as coisas antes de nos pertencerem.
Teu corpo, por exemplo custou-me tanto inventar-lhe formas consistentes, um reflexo, uma sombra que se lhe adaptasse e o acompanhasse. Apenas percebi que o não tinha inventado da primeira vez que te vi.
Teu corpo coabita hoje dentro de qualquer espelho onde o meu se consumiu."
É incrivel como és o meu melhor sorriso e a minha mais dolorosa lágrima. 

Hoje escrevo para ti


Hoje escrevo para ti. Escrevo de forma diferente se pensarmos que sempre escrevi com felicidade e hoje escrevo com dor. Hoje escrevo para ti perdida na falta de razões, perdida na falta de explicações. Gostava de entrar na tua mente. Gostava de ser tu para por momentos  conseguir entender o que sentes e quem és. Por vezes, sinto que não te conheço, sinto que não te posso conhecer. Olho à volta e procuro-te, mas, por vezes, não te encontro. E, mesmo quando te encontro, por vezes, não consigo chegar até ti, não te consigo sentir. Talvez seja de mim, mas é o que acontece. Fecho os olhos, mas ao contrário de outros momentos, também aqui, por vezes, não te consigo ver. Também aqui não te consigo sentir, também aqui não te consigo cheirar. Os meus pensamentos voam sem nexo. Perdi a direcção e o coração recusa-se a dar-me outro mapa. Estou perdida em ilusões e dor. Quero encontrar um rumo mas não sei para onde caminhar. Dói-me o corpo e a alma. Quero fechar os olhos e avançar no tempo. Quero viajar para um futuro onde já não estamos aqui. Um futuro incerto, mas que o desejo passar contigo. Quero viajar para um futuro onde a nossa história se confunda com tantas outras histórias de amor que já que li.
 Hoje escrevi para ti. 

Meses, anos

Dou por mim a querer que os minutos passem mais depressa, as horas sejam mais curtas e os dias mais velozes que a luz. Porque hoje não está certo. Ainda falta muito para o estar. Talvez daqui a seis meses o esteja. Até lá, só me resta esperar e desejar que os dias, as horas e os minutos não se façam sentir. Sofro por os sentir. Sofro porque eles não passam tão rapidamente como eu gostaria. Fecho os olhos, respiro fundo e imagino. Imagino onde vou estar daqui a seis meses. Ou daqui a um ano. Imagino se vou estar feliz. Vou, sem dúvida. Imagino onde vou estar. Ah, essa é a parte mais incerta. Imagino com quem vou estar e a fazer o quê. Porque apesar de ser feliz hoje, hoje não me chega. Quero mais. Quero a minha vida, não agora, as daqui a uns meses, ou anos. Sonho para que sejam bons tempos por lá. Sonho para que o Sol esteja a iluminar o meu sorriso. E vou fazer por isso, não se pode ficar sentado à espera que esses sonhos se realizem sozinhos. Dou por mim a querer mais, a querer tudo isto. Até lá, só me resta esperar e desejar que os dias, as horas e os minutos não se façam sentir.

O nosso começo

É impossível alguma vez me arrepender destes momentos menos bons ou destas discussões que passaram. Afinal, aprendi com tudo isto. Chegou a hora de recomeçar, se for preciso do zero. Recomeçar desde aquele primeiro olhar, já bem cientes do que sentíamos, aquele primeiro toque, aquele primeiro beijo. Recomeçar não cometendo os mesmos erros do passado e lutando sempre para agirmos melhor que ontem. Recomeçar procurando sempre e em primeiro lugar o melhor para os dois. Recomeçar. Os dois, juntos. Porque o caminho para a felicidade e o amor pleno é tão estreito que nós só o conseguiremos atravessar com sucesso no momento em que ficarmos apenas um. Vou recomeçar, apaixonando-me todos os dias e não apenas uma vez. Vou-me apaixonar por ti cada vez que te vir, cada vez que me lembrar de todos os momentos que já passámos juntos, todos os olhares trocados, todos os toques, carícias e beijos. Mil palavras ficariam bem num texto como este. Acontece que mil palavras não chegam nunca para descrever o que sinto por ti, o que sinto quando te vejo, quando estou contigo. Alguns dizem que o amor é um rio, que afoga a relva macia. Outros dias que o amor é como a fome, uma necessidade infinita de dor. E eu? Eu digo que é como uma flor, e tu és a minha semente. Que seja este o nosso começo. O começo de algo maravilhoso.

Campeã


É difícil quando vêm aqueles momentos em que falhamos. Quando damos o nosso melhor, mas mesmo assim não chegou e vacilamos. Só aí podemos ver quem realmente se importa com a desilusão com que estamos a lidar e o quão imensa a nossa força de superar tudo isso é. No entanto, lutámos. Lutámos, esforçámo-nos e caímos. O que importa se caímos? O que importa isso? O que importa isso quando somos fortes o suficiente para nos levantar e tentar novamente mesmo depois de uma derrota? É aí que vemos de que é feita a nossa garra e ambição, o nosso querer ir mais longe do que pensamos ser o nosso limite. Não é fácil admitir que trememos de vez em quando. Mas é mil vezes preferível admitir tremer durante a luta do que pensar em nem sequer lutar. Só não luta quem tem o que quer de mãos beijadas. Todos os outros têm de o fazer para conseguir algo de maior valor. E serão todos esses, sem sombra de dúvida, os primeiros a aguentarem-se de pé quando tudo o resto os mandar abaixo. E porquê? Porque estão habituados a cair. E, com cada queda, tornam-se um pedacinho mais fortes. Podem oscilar entretanto, mas no final da caminhada, já nada os deitará abaixo. Eu sou um pouco como o Benfica. Uns reconhecem todo o meu valor. Outros julgam-me pelos momentos menos bons. Já nasci grande e assim vou morrer. Tenho em mim todas as glórias vividas, todos os sorrisos e todas as lágrimas alguma vez derramadas. Posso cair. Mas ainda há-de vir o dia em que alguém me vê no chão sem combater ou sem ajuda para me levantar. Quando quiseres apontar-me o dedo, olha para cima, porque nunca me hás-de encontrar no chão. Tal como o Benfica, tenho todos esses momentos ruins, mas no fundo, sou uma digna, natural e inteira campeã.

Este sonho dá-lhe vida


"Naquela noite deverias ter anotado no teu coração tudo aquilo que ela é. Tudo aquilo que amas nela, e tudo aquilo e não sabes acerca dela mas que irás amar saber. Ela não é complicada, não é difícil nem complexa. Ela é simples, e o seu coração pertence-te a ti e a cada atitude de simplicidade da tua parte.
Ela diz que adora o sorriso do teu olhar? Então podes sorrir ainda mais porque ela está derretida por ti.
Quando vão jantar fora e és um cavalheiro ao puxar-lhe a cadeira para se sentar... bem, se pensas que passados alguns segundos ela já se esqueceu estás muito enganado. Na verdade ela vai lembrar-se dessa tão simples atitude durante muito tempo.
Ela gosta quando lhe chamas de "tua", apesar de te responder sempre que não pertence a ninguém.
Ela gosta dos teus ciúmes, apesar de se tentar mostrar chateada. 
Ela adora quando lhe ofereces chocolates e quando lhe escreves bilhetes de amor como se ainda fossem duas crianças.
Quando lhe fazes cócegas ela tem sempre em mente que serão cócegas acompanhadas de muitos beijos.
Sabes, ela gosta de sentir-se frágil pois faz com que sinta que a proteges, como se fosses o seu herói. E és. 
Adora que a trates por "princesa" e que partilhes os teus sonhos com ela e que no fim acrescentes que não se tratam dos teus sonhos, mas sim dos sonhos que queres concretizar com ela.
A tua mensagem de boa noite tranquiliza-a e a tua chamada de manhã dá-lhe ainda mais motivação para sair da cama.
No escuro do cinema ela tem sempre esperança que lhe dês a mão e que lhe roubes um beijo quando menos esperar.
Ela adora cada minuto que partilha contigo, e todos os textos lamechas ela associa-os a ti.
Quando a abraças ela treme, e todas as vezes que lhe dizes palavras carinhosas ao ouvido ela sente-se nas nuvens.
Ela adora aventura e está desejosa para que a convides para a aventura da sua vida.
Ela gosta quando lhe dás opinião sobre o que vestir e quando a beijas quando está a reclamar contigo.
Ela sabe que não és perfeito, mas ela também não o é.
Tem mil e um sonhos por realizar. Sonha realizá-los contigo. Porque tu és o seu sonho, a sua realidade. És a sua realidade que apenas partiu de um sonho. Hoje ela sabe o quanto é bom sonhar, e não quer acordar nunca deste sonho. Porque este sonho dá-lhe vida."
By: Keep calm and enjoy, the best photos.

O mundo dela

"Percebe que ela não vai pedir que a leves a passear porque está à espera que o faças de livre vontade. Ela diz-te que não liga muito a flores? Bem, na verdade o que ela quer dizer é que as flores não são importantes para ela a não ser que sejam dadas por ti. E espera ansiosamente para que tomes essa atitude. Ela adora quando lhe ligas de madrugada e dizes que queres apenas ouvir a sua voz. Na verdade, ela fica completamente derretida. Estremece cada vez que lhe dás um beijo no pescoço e sente que a respeitas cada vez que a beijas na testa. Analisa cuidadosamente cada sinal que tens na face. Gosta de andar de mãos dadas, de abraços inesperados e declarações repentinas. Ela quer um homem que a leve a conhecer os pais e gosta quando se sente compreendida. Sente-se especial quando a tratas por nomes doces e acha piada à tua maneira atrapalhada de dizeres que gostas dela. Ela já escreveu inúmeras mensagens para ti, mas depois não teve coragem de as enviar. Também já planeou de mil e uma maneiras a melhor forma para dizer o que sente. Mas faltam-lhe as palavras. Ela ainda escolhe cuidadosamente a roupa que vai vestir no dia que está contigo, e nesse dia acha sempre que nada lhe fica bem. Cada vez que lhe tocas o seu coração dispara, e ainda treme antes de se encontrar contigo. Sonha contar estrelas contigo e tem esperança que tentes realizar aquilo que deseja. Percebe que cada vez que está com ciúmes que não te irá responder com mais de duas palavras e vai tentar ser o mais fria possível. Entende também que apenas uma palavra irá bastar para o seu lado carinhoso voltar. Sabes, ela adora o sorriso do teu olhar. Mas nunca to disse. Também nunca te disse o como adora o som da tua voz quando tens sono, e nunca te vai dizer o quanto odeia que a compares a outras mulheres. Entende que as tuas mensagens matinais são a energia dela durante o dia, e a tua última mensagem da noite é a motivação que precisa para mergulhar no mundo dos sonhos. Ela não é a mulher perfeita, mas também não quer ser. Ela também não quer que sejas o homem perfeito. Antes pelo contrário. Ela gosta dos teus defeitos, entende isso. As palavras que ela nunca te disse são aquelas que o seu coração ainda não está preparado para pronunciar. Percebe que és a excepção e que a sinceridade das tuas palavras e a doçura do teu coração é o mundo dela. E o teu. O vosso. E o que interessa o resto se o vosso mundo é tão feliz?"

Um pedacinho de nós


Há momentos em que só apetece chorar. E depois há os momentos em que só apetece sorrir com um canto da boca em Vénus e outro em Marte. É de todos esses momentos que sou feita, todos eles definem quem sou. Todos eles guardo para recordar: os últimos para recordar toda a alegria que vivi, toda a paixão que senti e o amor que retribuí; e os primeiros para nunca me esquecer que também sou feita de todas as minhas desilusões, mágoas e decepções. Recordo-os a todos com uma extrema felicidade de saber que vivi dignamente todos os bons e superei todos os menos bons.
Mas, quando o meu olhar atravessa todo o mundo para se cruzar com o teu, só um tipo de memórias me vem à cabeça: as boas. Os momentos que já passei contigo, que, por sinal, são todos maravilhosos, são especiais precisamente porque foram passados contigo, o que os torna os melhores de sempre. É isto que me entra na alma cada vez que te vejo, cada vez que te sinto, cada vez que te beijo. Porque sei que nenhuma destas memórias, aconteça o que acontecer, serão preenchidas por arrependimento e infelicidade em vez de amor e paixão. 

Directamente do coração

"Percebe que ela não vai correr atrás de ti a toda a hora: não por não querer passar horas e horas do seu dia contigo, mas sim por medo de ser chata.
Ela não te vai dizer que tem saudades de te ouvir dizer que gostas dela, e quando está triste por tua causa tenta entender que não te vai dizer facilmente o motivo.
Ela não vai implorar pelos teus mimos, pelos teus carinhos ou palavras mais doces e sinceras.
Quando envias mensagem e ela demora a responder não é por não se lembrar de ti ou por estar ocupada, mas sim porque não quer que penses que está agarrada ao telemóvel à espera que respondas. Mas está.
Tenho a certeza que se arrepia cada vez que a abraças e nunca reparaste. Aposto que ela pode conhecer-te há muito tempo, mas o seu coração quase que pára cada vez que te vê. Mas nunca to vai dizer.
Ela vai gostar que a apresentes aos teus amigos, e tenho a certeza que adora quando a levas a passear e não lhe dizes onde para ser surpresa. Sim, as mulheres gostam de surpresas. Nem todas, mas ela gosta. Mas nunca to disse.
Percebe também que cada vez que elogias outra mulher, a auto estima dela desce mais um bocado. E sim, vai ficar chateada, irritada e com ciúmes.
Quando lhe dás a mão ela sente-se protegida, sabias?
Pode ser forçada a sorrir para outras pessoas mesmo sem vontade, mas contigo podes ter a certeza que cada sorriso seu é verdadeiro.
Ela gosta também que brinques com o seu cabelo enquando lhe contas o que fizeste durante o dia e adora quando dizes que pensaste nela ou que tiveste saudades.
Ela não espera que sejas o príncipe encantado nem que digas que a amas a toda a hora. Ela apenas quer que o digas nas alturas certas e nas mais inesperadas. Ela quer que a beijes quando está a reclamar contigo. Quer que a abraçes quando foge de ti. Ela quer que a faças rir quando tem vontade chorar. Ela quer-te a ti, da maneira que és e não espera que sejas o homem perfeito.
Na verdade, cada atitude ou palavra que vem da boca dela, vem directamente do coração. E se fizeres o mesmo com ela, tenho a certeza que ela te vai fazer o homem mais feliz do mundo."

Gastei todas as vidas antes desta à tua procura

"A razão porque doí tanto separar-mo-nos é porque as nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham estado e sempre o fiquem. Talvez tenhamos vivido milhares de vidas antes desta, e em cada uma nos tenhamos reencontrado. E talvez que em cada uma tenhamos sido separados pelos mesmos motivos. Isto significa que esta despedida é, ao mesmo tempo, um adeus pelos últimos dez mil anos e um prenuncio ao que virá.
Quando olho para ti vejo a tua beleza e graça, e sei que cresceram mais fortes em cada vida que viveste. E sei que gastei todas as vidas antes desta à tua procura. Não de alguém como tu, mas de ti, porque a tua alma e a minha têm que andar sempre juntas. E assim, por uma razão que nenhum de nós entende, fomos obrigados a dizer adeus um ao outro.
Adoraria dizer-te que tudo correrá bem para nós, e prometo fazer tudo o que puder para garantir que assim será. Mas se nunca nos voltarmos a encontrar e isto for verdadeiramente um adeus, sei que nos veremos ainda noutra vida. Iremos encontrar-nos de novo, e talvez as estrelas tenham mudado, e nós não apenas mos amemos nesses tempos, mas por todos os tempos antes."